<HTML><HEAD><TITLE>9 Congresso Nacional da Rede Unida 2010</TITLE><link rel=STYLESHEET type=text/css href=css.css></HEAD><BODY aLink=#ff0000 bgColor=#FFFFFF leftMargin=0 link=#000000 text=#000000 topMargin=0 vLink=#000000 marginheight=0 marginwidth=0><table align=center width=700 cellpadding=0 cellspacing=0><tr><td align=left bgcolor=#cccccc valign=top width=550><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=3><font size=1>9 Congresso Nacional da Rede Unida 2010</font></font></strong><font face=Verdana size=1><b><br></b></font><font face=Verdana, Arial,Helvetica, sans-serif size=1><strong> </strong></font></font></td><td align=right bgcolor=#cccccc valign=top width=150><font face=arial size=2><strong><font face=Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif size=1><font size=1>Resumo:533-2</font></em></font></strong></font></td></tr><tr><td colspan=2><br><br><table align=center width=700><tr><td><b>Poster (Painel)</b><br><table width="100%"><tr><td width="60">533-2</td><td><b>Gnero: uma categoria (quase) esquecida no cotidiano dos servios de sade</b></td></tr><tr><td valign=top>Autores:</td><td><u>Stela Meneghel </u> (UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul) </td></tr></table><p align=justify><b><font size=2>Resumo</font></b><p align=justify class=tres><font size=2>Gnero foi uma categoria construda pelo movimento feminista, articulado a partir dos anos 60 do sculo XX, na Europa e Estados Unidos e que comeou a aparecer nos escritos e pesquisas latino-americanos, aproximadamente uma dcada mais tarde. Gnero tem sido considerado o conjunto de arranjos pelos quais uma sociedade transforma a sexualidade biolgica em produtos da atividade humana e no qual estas necessidades sexuais transformadas so satisfeitas. Trabalhar com gnero pressupe a desnaturalizao das relaes entre homens e mulheres e o entendimento de que a identidade sexual construda histrica e socialmente. Gnero um modo primordial de significar relaes de poder, representa uma recusa ao essencialismo biolgico e hierarquia sexista e coloca em pauta o aspecto relacional entre homens e mulheres. No Brasil, as diretrizes fundamentais das polticas pblicas relacionadas a gnero incluem o acesso ao poder poltico, atravs da estratgia do empoderamento e abertura de espaos de deciso para as mulheres; garantia de acesso educao e sade; criao de programas que atendam mulheres em situao de violncia domstica e sexual, com o desenvolvimento de medidas preventivas efetivas. O campo da sade tem incorporado a discusso sobre gnero principalmente ao discutir a temtica dos direitos reprodutivos e as violncias perpetradas contra as mulheres, embora em muitas situaes afirma-se trabalhar com gnero, enquanto est-se trabalhando com sexo, ou seja, tratando as diferenas sexuais como inatas e biologicamente determinadas. Em relao aos direitos reprodutivos, observa-se uma postura normativa e moralista, tratando a mulher segundo os papis tradicionais de gnero a partir de sua funo na famlia e no como sujeito de direitos. Essa conduta est patente em muitos dos chamados programas materno-infantis, na nfase ao diagnstico do HIV nas gestantes, na ateno s mulheres enquanto mes e cuidadoras, no descaso s situaes de aborto previsto por lei, no fracasso dos programas de planejamento familiar. Faz-se necessrio incluir o tema gnero nos fruns de discusso e capacitao de trabalhadores de sade, assim como na formao de profissionais do campo da sade, onde esta perspectiva est ausente ou mantm-se fortemente ideologizada, alm da utilizao da categoria como tema transversal nos programas de sade. </font></p><br><b>Palavras-chave: </b>&nbsp;gnero, servios de sade</td></tr></table></tr></td></table></body></html>