9º Congresso Nacional da Rede Unida 2010
Resumo:302-1



302-1TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO DE DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR EM APS: RELATO DE CASO CLÍNICO
Autores:Adriane Fagundes (GHC - GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO) ; Cíntia Bandinelli (GHC - GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO) ; Caren Bavaresco (GHC - GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO) ; Kaue Collares (GHC - GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO) ; Suelen Soares (GHC - GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO)

Resumo

DTM é uma expressão coletiva que engloba vários problemas que envolvem os músculos mastigatórios, a ATM e estruturas associadas. As DTMs são multicausais, pois muitos elementos podem afetar o equilíbrio dinâmico dos componentes do sistema mastigatório, sendo o sintoma mais frequente a dor. Segundo a OMS, 30% da população sofre de DTM e de dor orofacial. No Brasil, estima-se que 50 milhões de pessoas sintam esse tipo de dor.O tratamento das DTMs tem o objetivo de reduzir a dor e restaurar a função para que o indivíduo com dor possa retomar suas atividades normais. Ao tratar uma DTM, o dentista tem à disposição algumas modalidades terapêuticas incluindo tratamentos farmacológicos e os não farmacológicos, onde estão incluídas as intervenções cognitivas comportamentais, fisioterapia e os aparelhos ortopédicos.Caso Clínico: Paciente SBRR, 31 anos, com 19 semanas de gestação chega à Unidade com fortes dores do tipo latejante e contínua na região temporomandibular do lado esquerdo. Ao exame clínico intrabucal não apresenta qualquer lesão compatível com a dor, ao exame extrabucal relata dor à movimentação de ATM, com alívio ao realizar pequena abertura bucal (2mm). Foi confeccionado um aparelho de cobertura parcial anterior, feito de resina acrílica autopolimerizável in locu, recomendado aplicação de calor úmido e exercícios de fisioterapia. Para mensurar a dor foi utilizada uma escala numérica que varia de 0 a 10. Pedimos à paciente que fizesse a equivalência entre a intensidade de sua dor e a classificação numérica, sendo que 0 corresponde à classificação “sem dor” e a 10 a “dor máxima”. No primeiro dia, a paciente referiu dor 9, a qual foi reduzindo, gradativamente para 3 e 0 em períodos de 24 e 120h, respectivamente, após o início do tratamento. Em relação ao aparelho, foi solicitado que ficasse o maior tempo possível com ele em boca, retirando somente durante as refeições. Após 7 dias, a paciente não fez mais uso da placa, permanecendo somente com os exercícios de relaxamento. A paciente permanece sem dor há 30 dias.Em suma, as DTMs estão incluídas entre as enfermidades que podem ser solucionadas nas Unidade de Saúde, através de profissionais capazes de diagnosticar e tratar o problema, atingindo o objetivo de equilíbrio entre as necessidades dos usuários e a capacidade instalada nos serviços de APS, visando otimizar a saúde da população através do emprego de conhecimentos avançados e capazes de sanar os problemas frequentes na população.


Palavras-chave:  DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR, DTM, TRATAMENTO